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13 set Esclarecendo 4 mitos da Logística

Vivemos cercados por mitos que tomamos por verdades quase intocáveis. Por causa disso, ficamos impedidos de aproveitar diferentes oportunidades ou de aplicar corretamente nossos conhecimentos.

Porém, quanto mais aprendemos sobre um assunto, mais habilitados nos tornamos, a fim de explorá-lo e usá-lo a nosso favor por meio de boas estratégias, além de conseguirmos identificar mitos em torno do tema que precisam ser quebrados para uma melhor aplicação do nosso conhecimento.

Neste post, falaremos sobre 4 mitos relacionados à logística. Conheça um pouco mais sobre eles e saiba diferenciá-los do que é realmente verdade!

1) A logística não interfere na fidelização de clientes

Se você é daqueles que ainda pensam assim, precisa mudar rapidamente sua forma de interpretar as coisas. Captação e fidelização de clientes não se relacionam somente ao atendimento dispensado em vendas diretas ou às estratégias de marketing. O processo pós-venda é fundamental para a fidelização de clientes e, nesse sentido, a logística desempenha um papel muito importante e delicado.

Os tempos modernos caracterizam-se pela agilidade nos processos, inclusive na entrega das mercadorias. O cumprimento de prazos, por exemplo, é um requisito que a maioria dos consumidores observa na hora de escolher uma empresa. Claro que ninguém é perfeito e podem mesmo ocorrer falhas que atrasem a entrega, principalmente em relação a imprevistos, mas há maneiras de evitar que elas ocorram ou, se inevitáveis, devem ser tratadas de forma transparente.

É preciso ser proativo e antecipar-se aos problemas, prever o que pode acontecer de errado e elaborar estratégias para minimizar ou eliminar os riscos. Seja honesto com o cliente e deixe claro que sempre poderão ocorrer imprevistos que impeçam de entregar na data programada, mas defina uma margem segura para o consumidor. O importante é que o tempo médio de entrega seja satisfatório para todos os clientes.

Sentindo-se bem servidos, e também recebendo a mercadoria no prazo acordado, as chances de fidelização aumentam muito. Um bom exemplo é o caso da Amazon, conhecida por sempre testar novidades e logísticas disruptivas. Ela recentemente passou a fazer entregas por meio de drones na Inglaterra, eliminando a necessidade de contratar empresas de transporte para pequenos equipamentos e livros, que chegam bem mais rápido ao consumidor.

2) É possível fazer um bom monitoramento da logística sem depender tanto da tecnologia

Na verdade, sem recorrer aos recursos tecnológicos mais desenvolvidos, o monitoramento dificilmente será um recurso totalmente satisfatório. Para quem alega que os custos de um monitoramento realizado com tecnologia de ponta podem sair muito altos, devem-se considerar primeiramente os prejuízos que a ausência de um monitoramento eficaz pode causar. Além do mais, a tecnologia avança tão rápido que se populariza logo, de modo que as empresas criam formas de reduzir os custos de acesso para o consumidor.

Atualmente, já é possível fazer monitoramento por meio de inúmeros recursos, sendo alguns deles relativamente baratos e fáceis de usar:

  • GPS: já se tornou muito popular e a maioria das empresas usa esse método que facilita a localização do veículo e de sua carga.
  • Aplicativos móveis: é possível usar também celulares com aplicativos para fazer um monitoramento mais eficiente, melhorando a comunicação do motorista com a empresa.
  • Telemetria: sistema integrador de comunicação que se baseia em um computador de bordo e permite monitorar o comportamento dos motoristas e reduzir o número de riscos nas pistas e até o consumo de combustível (5% de redução de combustível e até 30% de redução de acidentes, de acordo com o diretor da MIX Telematics).
  • Via satélite: permite a visualização da posição geográfica do caminhão por meio da internet, facilitando inclusive a sua recuperação em caso de roubos.
  • Radiofrequência: sistema que utiliza as ondas de rádio para acompanhar a rota do veículo.
  • Central de atendimento: independente do sistema adotado, ele será monitorado 24 horas por meio de uma central de atendimento que tomará as medidas cabíveis para cada caso, o que representa uma segurança a mais.
  • Visualização em tempo real: a maioria dos sistemas adotados permite a visualização e a comunicação em tempo real, o que otimiza a segurança.
  • Geração de gráficos e relatórios: os sistemas permitem a geração de relatórios e gráficos detalhados a partir de imagens e vídeos gravados por meio de câmeras.

Com todo esse aparato tecnológico, o monitoramento oferece realmente melhores resultados, que vão influenciar na redução de custos, na maior produtividade e, consequentemente, no aumento de seu faturamento.

3) As rotas não precisam ser planejadas, apenas ajustadas conforme cada caso

Na verdade, as rotas precisam de um planejamento que contemple múltiplos fatores:

  • menor distância;
  • melhores trechos de percursos e as melhores estradas;
  • paradas do veículo durante o trajeto (inclusive para abastecimento);
  • quantidade de horas dirigidas;
  • capacidade de carga de cada veículo;
  • suporte aos clientes (por exemplo, serviços de ajuda via chat podem suprir as necessidades dos clientes em horários não comerciais, e oferecer a possibilidade de rastreamento da mercadoria através do site é uma maneira de melhorar o relacionamento com o público);
  • monitoramento dos veículos em tempo real;
  • gerenciamento de riscos (considerando a possibilidade de imprevistos e aplicando estratégias para evitar ou contornar eventuais problemas);
  • planejamento em diversos períodos (definindo os melhores parâmetros de entrega para cada cliente e assegurando que as entregas destinadas a um mesmo cliente tenham distribuição em harmonia, com entregas próximas);
  • agendamento central (estratégias de atuação na região e no país, incorporando ao planejamento a movimentação de veículos nos depósitos, a eliminação das embalagens e as coletas dos fornecedores).

Tudo deve ser efetivado visando à máxima redução de custos e aplicando recursos tecnológicos eficientes, pois os sistemas automatizados, em geral, resultam em economia e eficiência (já existem, inclusive, softwares capazes de traçar rotas considerando os melhores critérios).

4) Uma logística de alto nível é coisa para grandes empresas

Esse erro pode ser fatal para empresas médias e pequenas. Os processos logísticos, independente do nível de desenvolvimento, integram as empresas em geral.

Dessa forma, convém que elas se planejem para efetivar uma boa logística. Infelizmente, muitas empresas pequenas e de médio porte, incluindo as lojas online, não se preocupam o suficiente com a distribuição e transporte.

O e-commerce faz uso dos Correios para efetuar o transporte de suas mercadorias: mais de 90% utilizam e somente 35% recorrem às transportadoras. Contudo, nem sempre os Correios são a melhor opção, e buscar alternativas mais viáveis que ajudem a otimizar os processos logísticos e reduzir custos é a melhor solução para o negócio.

Escolher uma boa transportadora vai garantir os cuidados necessários no manuseio da mercadoria, o acondicionamento adequado nas embalagens e no veículo, além da entrega dentro do prazo.

Com a terceirização dos serviços de transporte e até de armazenagem, fica mais fácil para as empresas menores efetivarem bons processos logísticos, mesmo sem dispor de muito dinheiro para estabelecer, internamente, setores específicos para distribuição, transporte e armazenagem. É possível até mesmo formar parcerias com empresas que se dediquem ao transporte de cargas específicas e que certamente atenderão de forma mais satisfatória às necessidades de determinados clientes, entregando produtos com maior agilidade e segurança.

Para desenvolver uma boa logística, os gestores de empresas médias e pequenas devem avaliar todos estes pontos e atividades:

  • negociação com os fornecedores;
  • processos de aquisição;
  • recebimento e armazenagem;
  • gerenciamento de estoque;
  • distribuição para lojas e consumidores;
  • planejamento de produção (caso se trate de uma indústria).

É fundamental buscar as melhores oportunidades de redução de custos para aperfeiçoar os resultados. A utilização de indicadores de desempenho será muito eficaz nessa etapa de avaliação, mensurando resultados e contribuindo para o gestor tomar as melhores decisões (outro quesito em que a tecnologia e os softwares disponíveis podem ajudar bastante).

Já derrubou esses mitos na sua gestão administrativa, priorizando a logística de alto nível nos processos de sua empresa? O que pensa sobre o assunto? Compartilhe sua experiência conosco ou deixe sua dúvida fazendo um comentário.